30 de setembro de 2014


Boa noite!

Amigos,

Chega de desculpas esfarrapadas, mentiras que nem mesmo acreditamos mais para retardar nossos sonhos de ter uma vida saudável e também um corpo esteticamente mais apresentável. Comece agora
a mudança, a vida vai dando um jeitinho bem brasileiro de encaixar tudo o devido lugar no tempo certo.

Muitos me questionam a questão de que uma vida saudável e RA (Reeducação Alimentar) é muito cara.

Eu respondo que "Depende." E isso não é um clichê.

Me uso como exemplo, porque também já usei essa desculpa por muito tempo. Falta de dinheiro para comer bem, fazer atividades, tudo tem um preço alto a pagar literalmente. Era muito mais fácil e barato comer coxinha e beber uma coca-cola por um total de 4,50 do que um lanche natural e um suco de frutas por 10,00 reais. Ok, mas o preço da obesidade não estava me custando somente dinheiro, como o preço que estava pagando era a vida!

Mudei meus planos temporariamente agora. Não consegui renovar meu pacote na academia que tanto tive afinidade por esses 3 meses. Pagar o mensal fica fora do meu orçamento, o pacote fica mais em conta, mas nem isso deu, porque preciso trocar os óculos que não me ajudam mais há alguns meses. E na minha realidade é um ou outro e optei pelos óculos. Larguei a musculação por um tempo e aquele monte de exercícios deliciosos porque não tenho dinheiro para bancar o estilo de vida que desejo. Mas isso em nenhum momento me desanimou, pois faço atividades fornecidas pela prefeitura também. Não vou ficar parada. Estou no programa Menos 1 tonelada, faço hidroginástica, caminhadas. Sou preguiçosa então fico de olho em atividades em grupo gratuitos no meu bairro como um circuito de zumba que teremos durante todo Outubro aqui na cidade. Em grupo me animo. E ás vezes, desço 2 pontos antes quando estou voltando pra casa, já é uma ajudinha extra na hora de queimar calorias.

Aquele velho ditado "Faça limonada com os limões que a vida te dá." Aproveite, porém nada cai do céu, se o orçamento apertou, corra atrás de algo, mas não pare, continue em frente sempre. Isso não é percalço pra mim, e já foi um dia. Mas não adianta usar isso contra voce mesmo, vamos nos esforçar.

Comecei a perceber, agora quase 1 ano e meio de gastroplastia, que a vida de uma bariátrica requer gastos um tanto exagerados para quem é assalariado praticamente. O estilo de vida que meu metabolismo exige não cabe o meu bolso. Mas me viro como posso. Remédios, vitaminas e constantes visita médicas custam caro.

O plano de saúde cumpriu com as 40 sessões de terapia que tenho direito, não posso custear as sessões para tratar a compulsão alimentar do meu bolso, 45 minutos com a Dra Ivonete custa a bagatela de 250,00 com o desconto porque já somos "intimas". Ri por dentro e por fora, e sucumbi aos braços nada calorosos do SUS. Marquei com o Clínico geral do postinho de saúde que me encaminhou para a triagem de psicologia para uma entrevista para saber em que tipo de equipe psicológica me encaminhar. Sim, temos direito a tratamento psicológico no SUS também. Não há motivos para pirar na batatinha á essa altura do campeonato. Estou esperando com a paciência de Jó - sempre digo isso quando tenho que esperar muito, é a passagem da bíblia que mais gosto do velho testamento-  mas é assim mesmo, enquanto isso, fico na terapia de grupo do CCA (Comedores Compulsivos Anônimos) que é grátis também.

Dentro do meu possível como muito bem até. Mas final de mês quando tá tudo apertadinho, vamos do jeitinho que dá. Frutas compro de época;
Não é vergonha nenhuma ir no final da feira que tudo é bem mais baratinho;
As verduras acelga, repolho, pepino duram muito mais na geladeira e são baratos;
Aproveite tudo, frutas maduras, faça sucos, doces, bolos, dentro do seu estilo de vida, até banana madura aprendi a congelar pra fazer aquela vitamina e nada apodrece;
Carne de segunda também pode ser muito nutritiva, não é somente os cortes nobres que são magros, a nutricionista me orientou comprar músculo moído duas vezes fica ótimo ou em pedaço e cozinhar junto com o feijão, carne magra e barata, ou miolo de acem bem assado é uma delícia também;
Peixe, nem sempre dá pra comer salmão ou filé de pescada, então vou de sardinha cozida, ou assada com farelo de aveia e cheia de vitaminas e ômega 3;
Falando em grãos, se não dá pra comer granola, linhaça, vai de farelo ou farinha de aveia é super em conta pago 3 reais uma caixa e rende bastante, vai em carnes, mingau, iogurte....
Pão integral da marca renomada custa em média 9 reais. As vezes a marca própria do mercado tem a mesma qualidade e a mesma fabricação e bem mais barato. Como por exemplo o pão pullman que usa a farinha principal integral, legal, e custa caro. O pão da marca própria Carrefour é fabricado pela Bimbo do Brasil, o mesmo cara que fabrica Nutrella, Pullman....mesma matéria prima e são tão gostosos quanto. E custa 3,50.
A geléia diet que adoro de damasco custa 20,00, mas se estou com pouco dinheiro minha mãe faz pra mim uma de goiaba divina também e gasto 2 reais pra fazer. 4 goiabas e 1 colher de adoçante forno e fogão.
A única coisa que não abro mão mesmo é o alface hidropônico, porque de estufa tenho quase certeza de zero lagarta. Se eu ver já era, mesmo que eu lave, a imagem fica, na hora de comer fico lembrado....rsrsrs, cada doido uma mania.

Aproveite a faxina pra queimar calorias extras, não desanima não, pegar o balde dá aquela agachada, e limpar a janela ou armário, troque de mãos para não sobrecarregar só um braço, estender roupas alonga bastante e muitas calorias off :)

Então como podem perceber dá sim pra ir se virando nos trinta e as coisas vão se encaixando, e quando as coisas melhoram e tenho uma graninha extra me dou o luxo de comer uma fruta mais exótica como uma atemoia, ou pêssego que está 12,00 reais o quilo. Lembrando que não levo só 1 pra eu comer na semana, minhas compras são pra 3 pessoas sempre, tudo.

Vou dando um jeito e outro...mas não deixo de praticar exercícios, comer o mais leve possível e manter a disciplina, tudo dentro do nosso possível, dentro da minha realidade.

O importante é não desistir. Dá pra manter a RA com pouco dim dim, tenta pra voce ver!




Beijos e vamos que vamos.



27 de setembro de 2014

Boa noite guerreiros!

O sábado amanheceu com uma garoa fina e constante aqui em SP renovando minhas esperanças de não ficar sem água e sem vida. Me levantei ás 05:15 da manhã para acompanhar uma amiga do trabalho em um exame de ressonância que foi mal sucedido - ela é claustrofóbica- e o médico não prescreveu a sedação, uma pena. Voltei direto pra casa, estou naqueles dias de um pouco de reclusão e não quis ficar para um café social. Queria comer esfarelando o pão na mesa e ver minha mãe rasgando o pão francês fresquinho com as mãos enquanto eu adoço seu café.

Nos finais de semana geralmente me dou a liberdade de comer pão francês, que não me faz mal se estiver sem miolo, adoro. Como metade e guardo metade para dali á 2 horas e me entrego ao prazer dessa luxúria. Todos alimentados, mesa recolhida, começaria eu minha rotina de dona do lar ( limpeza, roupa, feira, mercado). Mas o convite do vizinho de levar meu filho para passar a tarde fora com seu filho que são amiguinhos e tem a mesma idade, mudou meu plano pra hoje. Ufa, pensei...não me levem á mal, mas sou mãe em tempo integral e ficar uma tarde sozinha é tão raro que a única vez desde que virei mãe que fiquei longe de meu rebento foram os 2 dias internada o qual fui diminuir meu imenso estômago.

Não quis desperdiçar minha tarde solitária e silenciosa com faxina. Sentei no meu sofá - nossa, quanto tempo não faço isso? - cobri meus pés com a pontinha do cobertor do Alisson e comecei a folhear a trilogia erótica que acabei de comprar numa promoção doida de e-commerce por R$ 25,00, que aliás, muito me orgulho, pois também é meu ganha pão, já que trabalho em uma das maiores empresas de e-commerce do Brasil e de quebra, estou sempre de olho em ofertas relâmpago...O fato é que peguei o primeiro e não curti o que li os primeiros 2 capítulos do "aclamado" romance 50 tons de cinza...não critico a obra, pois nem li e muito menos o autor, já que a leitura é gostosinha e o protagonista tem um "quê" de príncipe encantado. Mas meu momento também não é esse....de ler histórias eróticas e passar a tarde excitada...não mesmo. Estou em um momento mais reflexivo, mais profundo, um momento mais interno de mim mesma e de tudo o que tenho passado até aqui. Voces sabem da luta árdua que enfrentamos todo dia. Guardei os romances pra outra hora.
Não quero chegar ao esgotamento mental ao qual estou começando a ficar preocupada, com aquela pontinha de dúvida a me atormentar, aquele friozinho na barriga que me diz que algo não vai bem.

Vasculhei no armário e peguei o livro Precisamos falar sobre o Kevin, que é um tapa na cara, desses que é ótimo pra nos fazer olhar pra dentro de nós mesmo e pensar: " Que é que eu estou fazendo da vida?" O livro é maravilhosamente bom, ele é emprestado e está comigo há 1 ano, mas a leitura forte demais para a fraqueza de espírito que enfrentava no último ano e hoje ele se enquadrou muito bem. Tem 463 páginas e estou na 225 devorei nessa tarde cinzenta que nem mesmo a minha cama forrei, não lavei um copo da pia, nem uma vassoura hoje meu chão viu e pela primeira vez em muito tempo não senti nenhuma culpa ou desleixo, eu senti o sabor de cada página virada merecidamente, uma após uma dessa leitura comovente e deliciosa.

Agora no final da tarde troquei meu lanche por uma bacia de pipoca - feita sem óleo - e uma xícara grande de chá de melissa,para tratar esses nervos teimosos, o resultado foi pressão arterial 70 X 80, desconforto, sonolência e uma cochilada boa, agora toda enrolada no cobertor - eu e minha mãe - e a noite chegou finalmente. A luz materna acendeu novamente e comecei a ficar inquieta: " está tarde", "cadê os meninos?" , "Espero que não tenham dado refrigerante pra ele...". O portão abriu e fiquei logo na expectativa de ver meu menino alegre e barulhento entrar. Pelo jeito, o sábado foi maravilhoso para nós dois. cada um á sua maneira. Jantamos e estou aqui escrevendo um pouco, depois vamos ver desenhos animados renovados, é...sou muito protetora e um tanto coruja, uma tarde longe é mais que suficiente.

E antes de dormir pretendo continuar mais um pouco esse meu pecado...terminar mais um capítulo, a história está aqui martelando a cabeça....rsrsrsrs. Amanhã, é correr atras do prejuízo e me multiplicar pra fazer o dia render.

Afinal, nossa vida é assim cheia de pequenas escolhas.

Beijos amigos, um final de semana doce e light pra nós!!



E vamos que vamos.


25 de setembro de 2014

Boa Noite!

Quem reduziu o estômago e tem acompanhamento médico sabe muito bem o que não deve comer ou fazer.

Atire agora a primeira pedra quem nunca testou algo sem querer ou querendo mesmo e se arrependeu amargamente?? kkkk

Por experiência própria, te digo...nunca faça isso, super desnecessário:

  1. Encher a boca de comida ( dá ânsia, nojo, não dá pra engolir tudo. Esquece essas manias de gordo) Pra que isso minha gente?
  2. Pressa para comer ( Comer rápido é garantia de dor no estômago ou uma bela entalada) Se estiver apressado nem coma comida ou algo que demanda muita mastigação, melhor uma coisa mais fácil de digerir, como por exemplo uma fruta, quando tive tempo coma.
  3. Não mastigar direito ( Amigo, mastigue. Quando o cirurgião diz que é pra mastigar, acredite, faz toda diferença, voce se sente melhor, a comida desce melhor, e evita também entalar, que é horrível.) 
  4. Não beba muita água de uma só vez ( Quem nunca no desespero de sede deu uma goladona? rsrsrs, eu virei meio copo de uma vez e entalei, engasguei minha barriga encheu estranhamente e vomitei a água e ainda saiu quente...eca) gole é gole e ponto final.
  5. Quando voce entalar nunca beba água ( uma vez entalei com pedaço de carne e tive a brilhante idéia de beber um pouco de suco pra fazer "descer". O resultado é vômito com dor. O ideal é andar, respirar e esperar, que passa.)
  6. Não coma bebendo. Isso pode dar dumping, e ainda pior, facilita a entrada de muito alimento de uma vez na ligação do intestino no estômago fazendo a anastomose afrouxar, o que vulgarmente é chamado de estômago dilatado, o estômago reduzido não dilata, a anastomose sim, e devemos ter muito cuidado para não cair na cilada do "funil".Ás vezes tomo um pouco de suco comendo, o que é mesmo muito raro, porque senão a comida não desce tudo, mas é bom evitar.
  7. Não fique testando seu limite, ficou satisfeito, pare de comer. (Uma vez, estava muito ansiosa e comi 3 torradas, percebi que encheu e ainda assim tentei a quarta, resultado, vomitei tudo e fiquei enjoada a tarde toda) Tsc, tsc, nota zero pra mim :(
  8. Não saia de casa sem lanchinhos (Nem sempre tem opção pra gente comprar na rua né..ai complica, ás vezes fico enrascada.) Porque estou fresca, muito tempo sem comer passo mal, falo que agora fiquei mole...rsrsrs
  9. Pra quem tem dumping com facilidade, não coma nada doce antes do almoço, ou frutas em jejum, porque o bicho pega. kkkk
  10. Não pule refeição, coma de 3 em 3 horas, isso é sério. No começo não percebia, mas atualmente depois de 1 ano de cirurgia, se fico sem comer me sinto bem mal, o corpo reclama rápido demais, tenho tremores, vista embaçada...não é conversa mole não, tem que se alimentar, não espere dar sede ou fome, não é um bom sinal.
Essas são minhas dicas, coisas que ouvi de médicos, ouvi em terapia, ouvi de amigos de grampo, mas acabei vivendo na pele né. Faz parte do aprendizado, daí me senti  na obrigação de alertá-los...rsrsrs, caso aconteça, voce vai lembrar...."bem que a Silvia falou...." rsrsrsrs. Se voces tiverem mais algumas dicas do que não fazer me conta hein.



Beijos amigos e vamos que vamos.


22 de setembro de 2014

Boa Noite Amigos!

Voces conseguem imaginar o que essa imagem significa pra mim?


Esperei tanto por esse momento e agora estou assim sem palavras. Chorei pela manhã quando me pesei e choro agora fazendo esse post para dividir com voces essa etapa da minha jornada rumo á uma vida mais saudável.

Caramba meu....que felicidade! Sou uma mulher de peso normal.


Desde que me vi com meus terríveis 138 kilos almejava por esse peso. E desde que alcancei 80 kilos a equipe médica me considerou como a tal "Meta médica batida". Por honra quis testar um pouco além, e por esses tempos a balança andava tão emperrada que quase me acostumei a pesar 73 e agora me surpreendo dessa maneira. 
Tinha como meta pessoal pesar 65 kilos, agora percebo que assim está bom. Chegar até aqui foi uma baita superação. E o desafio maior será manter esse peso exatamente assim como está agora.

Nossa, como é difícil...mudar hábitos, deixar antigos hábitos, gostos. Quando ouvimos a expressão que a RA é uma luta, que travamos a guerra contra a balança, é porque literalmente é assim mesmo, e a guerra interna e pessoal é a mais complicada, porém vale muito a pena. A conquista da realização de um sonho faz todo o sofrimento valer a pena, o sacrifício não é em vão. Se amanhã eu cair, levanto outra vez, vou me lembrar de tudo que me fez chegar aqui, desistir jamais!

São 68 Kilos emagrecidos em 15 meses.

Obrigada meus amigos pela força e incentivo! Estamos juntos nessa.

E vamos que vamos.



21 de setembro de 2014

Boa Noite Amigos!

Vamos dar as boas vindas á primavera assim, com alegria!

Tem gente que me pergunta se como só salada. Genteeee....para o bonde que vou descer! Se eu comer só folha morro!!!! kkkk não faço dieta doida há muito tempo. Na RA (Reeducação Alimentar) come-se de tudo com consciência e sempre optando pelas melhores escolhas. Fica fácil com o tempo, isso é verdade. Mas sigo também um cardápio, tenho dificuldade de comer sozinha, porque trato a compulsão alimentar, mas sempre temos a noção do que é bom e o que é muito ruim. O meio termo, ou os nutrientes necessários, vitaminas, essas combinações só o nutricionista e o nutrólogo mesmo.

Vou sempre de cozidos, assados, grelhados. Fritura não. Muitas frutas, todas. Sucos, queijos magros, carboidratos integrais, mas também como farinha branca. Não me privo de nada, dentro das minhas limitações de uma pessoa gastroplastizada, claro. Tomo leite somente desnatado, vou "emagrecendo" as receitas sabe, substituindo açúcar por adoçante. Troco facilmente o doce por uma fruta. E é sim gostoso. Esse papo de comer saudável é ruim já foi. Comer bem é gostoso, mudar hábitos que é ruim é difícil. Esquecer a dependência que certos alimentos causam é dolorido pra caramba, principalmente o açúcar. na minha opinião abrir mão do açúcar me exigiu muita força. Embora conto muito com o dumping, se eu abusar o bicho pega, atualmente sigo bem na linha diet, mas as vezes sofro a loucura de me deliciar num bolo cheio de brigadeiro, chego salivar de vontade, isso é triste e desanimador, mas penso lá traz quando satisfazia todos meus desejos insanos com comida, quando me tratava como uma menina mimada que precisava de todos seus desejos atendidos na hora. E lembro o mal que isso me causou, dai as coisas vão amenizando um pouco.

 Tenho que ter paciência e me dar esse tempo para aprender aos poucos, mudar a cabeça depois de muitos e muitos anos comendo errado demora mesmo e exige disciplina. No caminho vai acontecer recaídas e é totalmente esperado, faz parte, e sempre em frente um dia de cada vez. Embora não tive ainda graças á Deus recaídas severas. Quando percebemos já estará espontâneo comer o melhor possível.
Passar direto pelas bobagens das gondolas do supermercado está comum pra mim. De vez em quando ainda bate uma deprê e dá aquela vontade de comer tudo o que eu comia antes, mas para falar a verdade não lembro o sabor de muita coisa, o que eu desejo é a sensação boa que comer aquilo me causava. E ando tão feliz seguindo assim...A única coisa mesmo que não volto a tomar é refrigerante, já fui viciada, mas hoje acho desnecessário e nunca senti falta.
Só almejo o dia que direi que os alimentos que me causam hoje compulsão, vou conseguir comer e me controlar como uma pessoa equilibrada, mas isso vai além da RA, é o psicológico.

Até pastel eu comi.

Pastel assado, 1 unidade tem 90 calorias, recheio de queijo branco, peru, orégano, cebola, acho que não chega 150 calorias. A minha vantagem fica na parte da quantidade pois 1 desses é mais que suficiente e não é uma refeição calórica, tem um pouco de gordura, sódio e carboidrato, eu sei, mas poderia ser pior...hehehe poderia ser o pastel da feira kkkk, vamos assim amigos, fazendo algumas substituições e sendo feliz.



Como um inteiro, mas sem líquidos. 





Fica muito gostoso, ás vezes cai muito bem não é mesmo? E nada de fritura. O que não pode amigos é fazer virar rotina. A rotina deve ser feita de refeições balanceadas sempre, isso tem que gravar na cabeça, senão já era. Perdemos facilmente o controle. Quem luta diariamente contra a obesidade sabe disso, a vigilância é eterna. Mas não sejamos carrascos conosco, vamos nos perdoar e sempre nos dar mais uma chance, todo dia é um recomeço.

Beijos, e semana abençoada pra todos!

Vamos que vamos.


19 de setembro de 2014


Boa Noite amigos!

Quando emagrecemos depois de anos na obesidade mórbida vamos descobrindo o prazer de coisas simples do dia- a-dia. Coisas banais até. Acredito que os magros não se divertem com essas coisas como a gente hehehe, porque é comum pra eles, pra mim é pura novidade.

Acho maior barato depilar a axila com gilete - a pobre - kkkk, sim porque agora com o corpo bem mais enxuto, quando levanto o braço a axila afunda e ai é aquela obra prima para conseguir acertar um ângulo....dou risada sozinha, é uma delicia!

Ou agora cada vez mais que meu jeans é lavado vai ficando mais bonito e gostoso de usar. Antes não dava tempo de usar muitas vezes, porque sempre rasgavam entre as pernas e agora parece que tá sempre novinho.

As calcinhas não enrolam mais nas laterais, que conforto!

Me espremer no corredor para alguém passar é tão diferente....antes eu tinha que sair pra outra pessoa caber.

Acho natural sentir falta da salada na comida, gente....que coisa de magro! O refeitório da empresa está em reforma e estão otimizando o tempo, diminuíram o cardápio e excluíram a salada! Servem conserva de milho e ervilha, Oi? Agora sei bem a diferença....grão, verdura, legume. Senti muita falta e levo todo dia de casa minha marmitinha com uma saladinha, é uma alegria fazer isso por mim!

Conquistar minha cinturinha está mais irresistível que um fast food!!!

Isso é ou não é um baita prazer de graça que uma vida mais saudável proporciona? Começo a pensar que a felicidade também vem de coisas pequenas.





Beijos amigos e ótimo Findi!

Vamos que vamos.


18 de setembro de 2014


Boa tarde!

Este post imenso dedico á minha amiga Nina, nos esbarramos por aí - ainda bem-  e nos entendemos tanto ♥.

Vou falar um pouco sobre meu relacionamento...vixxi faz tempo...rsrsrs, foi o mais importante e foi o que trouxe meu filho. Algumas pessoas me perguntam porque estou tanto tempo sozinha.Vou resumir. Tudo sempre envolveu meu peso, ser gorda sempre me trouxe muito sofrimento. Meu primeiro e único relacionamento sério me marcou muito. Ser obesa me consumia demais, o amor ficou jogado de lado. Sempre fui muito travada, pra me entregar de verdade numa relação preciso sentir mais que confiança, sou insegura demais com meu corpo, o que dificulta tudo. Muito fácil falar: "deixa de bobagem, deixa acontecer". Não é bem assim, não consigo me deixar levar, o lado psicológico ficou muito fragilizado, preciso mais que coragem para ficar nua na frente de um homem, só desejo não é o suficiente, infelizmente.

Já contei essa história que vou relatar para minha terapeuta, ela disse que seria bacana compartilhar no blog, se eu desejasse, porque assim como eu, muitas mulheres não conseguem lidar com relacionamento e o aumento de peso, e ler o que eu passei pode ser um conforto, um apoio. Em uma relação à dois, o que incomoda um pode ser prejudicial aos dois e pode ainda nenhum dos dois conseguir perceber até ser tarde demais, como no meu caso.
Nem o ex namorado, nem a família conhecem essa versão...

Tinha eu quase 17 anos e comecei a trabalhar em uma empresa, o motorista do fretado era ele, eu a primeira a entrar e ultima a sair do ônibus, começou uma amizade. Ele 14 anos mais velho, um espanto, um tabu. Eu na fase rebelde quis contestar, isso me atiçou. Um convite para um passeio, outro, 3 encontros nenhum beijo, homem comedido, cavalheiro, cheiroso, me ganhou. No dia 12/06/2003 oficializamos o namoro, muito comum eu receber flores, presentes, um namorado como manda o figurino. Muito carinhoso, o carinho de um homem que não teve colo, não teve berço nem comida farta, e aos 8 anos teve que enfrentar a enxada tem um sentido forte, é um carinho raro, gratuito, muito verdadeiro. Foram 4 anos de namoro e somente "2 Eu te amo."
A experiência de vida dele me vibrava, conversávamos por horas a fio, o beijo do jeito que eu adoro e o sexo era maravilhoso. Sim, estava perdidamente apaixonada! Ele muito prático, ágil, rústico, ignorante. Eu bem mais delicada, amável, romântica. Nos encaixamos assim.

Ele trocou de trabalho um tempo depois e começamos a viajar juntos, com ele conheci PE, CE, ES, MS, MG, RS e DF. Era incrível. Madrugadas frias com edredons na estrada, eu contava inúmeras histórias de terror que adoro. Nunca brigamos, ele levava muito bem as coisas. Era um relacionamento maduro. Nosso namoro ficou ainda mais forte, intenso, vivo, senti uma mudança positiva, ele queria voltar a estudar, me acompanhar, o frescor da minha juventude fez bem para seus sonhos esquecidos. Eu o arrastava para Bienais, Teatros, cinemas, coisas inéditas e ele me arrastava para o campo, para a estrada - sua paixão - me mostrava parte do seu mundo. Tínhamos todos amigos em comum, começamos a fazer dança juntos, forró universitário, porque íamos sempre pra baladas, nessa época eu pesava 68 quilos à duras penas, o menor peso da minha vida, eu estava muito feliz. Essa felicidade chamava muita comida e eu vivia de dieta. Desencanei totalmente, e comecei a perder roupas, dentro de 2 anos engordei 20 quilos. Não conseguia parar de comer, não fui mais para a dança, deixei meu namorado sem par, ele desistiu de ir sozinho. Depois não queria mais sair com os parentes dele ou com meus amigos, estava me sentindo feia, com 19 anos parecia que tinha 30.  Ficávamos o final de semana em casa. Ele reclamou da minha inércia, não questionou meu peso, isso era um assunto proibido pra mim. Precisava fazer algo, eu queria uma ajuda, mas não sabia por onde começar, não tinha a maturidade de hoje. Minha vida estava mudando muito rápido, estava deprimida, só chorava e comia escondido. Mas não me achava doente. Depois de receitas e remédios milagrosos emagreci 17 quilos e voltei a ser a mesma de sempre. Mas não consegui voltar ao peso inicial dessa história. E não sei o que me fez perder a força de vontade, o conforto do amor talvez? Mas só isso foi o suficiente pra não me fazer andar nos trilhos com a alimentação?

A única vez que ouvi algo no quesito peso da boca dele foi: "Eu te amo de qualquer jeito, mas quando voce engorda, não dá! Voce se transforma, se voce não está feliz, muda, faz alguma coisa, se mexa!!" Essa chacoalhada me tocou, meu namoro já não era o mesmo, tinha perdido um pouco a paixão. 6 meses depois engordei tudo denovo, porque parei com as drogas emagrecedoras que me atrapalhavam no trabalho, contabilidade, errava nos cálculos, irritada, boca seca, falta de concentração, e o desespero voltou dessa vez com tudo, eu já não queria vê-lo, não era cordial, carinhosa, fiquei fria e dava graças quando ele não ia em casa me ver, o que começou ficar frequente. Convites pra sair não aceitava nenhum, fazer amor só de luz apagada e olha lá....meu relacionamento estava acabando e eu não sabia o que fazer, não conseguia controlar, não podia conviver com ele gorda do jeito que eu estava, envergonhada, triste, descuidada, eu nunca soube lidar com excesso de peso, nunca. Ficamos mais um tempo juntos, mas agora ele já não me chamava mais pra sair, ia sozinho pra todos os lugares, eu ficava triste e aliviada, não via saída, enfrentava as piores fases que um obeso vive, reclusão, compulsão, depressão, baixa auto estima, não tinha uma amiga para desabafar, meus familiares nada diziam, não aprovavam mais meu namoro, pra minha família ele era o vilão sozinho, eu nada tinha feito. Na real não fizemos nada, esse nada foi o que estragou tudo! E eu comia, comia...Minha falta de comunicação e diálogo sobre o que estava acontecendo ele me pagou com frieza, desdém. Ele não entendia, me dizia que gorda ou magra eu tinha que ser a mesma pessoa, ele não conseguia me compreender. Nem eu me compreendia, só não queria ser assim.

Em uma viagem de trabalho ele dormiu no volante e sofreu um acidente feio na Serra de Curitiba,fez cirurgia, quebrou o pé, o fêmur, pôs pino, gaiola, quebrou o pulso, o braço, clavícula, ficou muito debilitado, eu sofri com ele, cuidei, me dediquei como faço com todos que amo, eu era estagiária e trabalhava meio período, pela manhã ficava com ele na casa da sogra, o ajudava comer, pois os 2 braços imobilizados, ajudava tomar banho, porque ele tinha vergonha de ficar nu na frente da mãe, passava na casa dele, organizava tudo, abria janelas para arejar, pois a estadia na mãe dele foi longa...7 meses para se recuperar. Feito toda essa tarefa eu ia trabalhar e nos dias quentes, a noite eu voltava lá para outro banho e quando ele tinha muitas dores e febre dormia com ele. Me assustei nesse período, essa visão foi surpreendente, eu sempre o tinha como um salvador, homem forte, sabia de tudo, conhecia tudo, me protegia de tudo - menos da comida - e vê-lo tão debilitado me deixou em frangalhos. Mas ele se recuperou muito bem, essa fase triste passou em nossas vidas, e como eu comia nessa época. Muita bobagem só vivia de lanches e refrigerante. Desde o acidente então não tínhamos mais intimidade, sexo tinha virado um tabu, primeiro porque ele estava doente, depois porque nos acostumamos, e eu não dava brecha para conversar sobre isso, imagina o fracasso de mulher que eu me sentia, lixo é pouco para descrever a situação. Um misto de alívio e dor. Eu ainda o amava muito. Mas enquanto eu não perdesse todo aquele peso não conseguia conversar, ou mesmo encará-lo, minha relação com a comida sempre foi doentia, mas ele não conseguiu esperar.

 Me afastei de todos amigos, porque eram todos em comum e eu não queria ser vista com ele. Nessa época eu cheguei a pesar 123 quilos, em Dezembro de 2007 sairíamos de férias, o lugar escolhido era Natal - RN.
7 dias, uma verdadeira lua de mel, hospedagem, viagem, refeição, fizemos um pacote, sugestão dele, talvez as coisas melhorassem entre a gente, pra mim tudo estava ruim, nada me agradava, o fato era que eu não me agradava com o que via nos espelho e não conseguia fazer algo para mudar, só dietas e moderadores de apetite. Mesmo com praias..eu topei, parcelamos em 8 vezes. Pagamos 5 parcelas da tão sonhada viagem e eu ganhei um ânimo e emagreci 13 quilos, queria viajar com a auto estima lá em cima. Ele é o tipo de pessoa que não se importa se voce come ou não, não dava palpites, não pergunta, nadinha...até hoje nunca perguntou o que eu como, alimentação é um assunto esquisito pra ele, falar de comida é só dispensa cheia ou vazia, problemas com alimentação é somente falta do que comer, isso é um problemão, as demais coisas são banais. Neuras com peso é coisa de gente fresca, terapia é coisa pra louco desocupado. Ficava difícil me abrir sobre esses problemas que ele acompanhava somente observando meu corpo, ora mais magro, ora bem mais gordo. Ele não sabia que eu tomava antidepressivos e moderadores de apetite tarja preta. Na opinião dele eu tinha uma "facilidade" para engordar. Da mesma forma como ele nunca fazia nenhuma observação quando eu era gorda, também não fazia quando eu emagrecia. E não faz até hoje, é indiferente.

Numa Sexta dia 19/10/2007 eu lembro a data, foi um dos dias mais tristes da minha vida, faltava 2 meses para nossa viagem, aquele dia eu estava muito afim de ser uma pessoa melhor, decidida não jacar, escovei os cabelos, fiz as unhas, queria ver meu namorado, ele chegou e disparou "Silvia, quero terminar, não dá mais, eu não gosto mais de voce, o amor acabou. Desculpa se estou sendo grosseiro mas não tem outro jeito de falar isso, nosso namoro acaba aqui". Não esbocei nenhuma reação, achei que era uma brincadeira - de muito mau gosto- e falei: "E a viagem? Posso levar outra pessoa?" Faz o que voce achar melhor, não vou viajar com voce mais. Percebi que ele estava falando sério. A facada me atravessou o peito. A resposta foi um "Ok." Não derramei uma lágrima. Tem 12 anos que nos conhecemos e ele só me viu chorar 2 vezes. 1 vez quando eu descobri que estava grávida - depois eu conto - e outra vez quando meu bebê foi hospitalizado e o médico disse que deveríamos ir pra fila de transplante de rins, eu quase desmaiei, ele estava lá e eu chorei muito, foi a primeira e única vez que o vi chorar também.

Minha mãe já estava doente nessa época, mas conseguia andar com dificuldade e tinha saído com seu namorado, meu irmão na gandaia - Já falei pra voces que eu tenho um irmão também? - Isso é assunto pra outra hora....rsrs, minhas irmãs moram longe, eu estava sozinha demais, a solidão doeu, e eu chorei, chorei até não poder mais, naquele dia eu desisti de mim, a única pessoa que eu amava tinha me abandonado de uma forma cruel, mesquinha, eu estava doente, cega pela obesidade, precisava de ajuda, uma ajuda que ele não podia me dar, ou não queria, não sei. Eu não suportava mais aquela situação, acredito que ele suportou bastante, mas ele podia ter insistido um pouco mais, me largar assim quando eu mais precisava foi terrível, com certeza já tinha outra mulher na vida dele há tempos. No fundo no fundo eu esperava por isso a qualquer momento.

Ele me tratava como filha muitas vezes, e eu me acostumei com isso, acho que a diferença de idade e essa minha carência afetiva despertou isso nele. Cuidado esse que ele tem até hoje, ás vezes me liga perguntando se preciso de algo, como xampú, dinheiro pra passagem, ou dinheiro pra tomar um lanche na rua... dou risada e digo já sei me cuidar sozinha. Hoje em dia somos amigos, por causa do meu filho e depois de uma conversa que tivemos, antes tinha ficado muita mágoa. Essa conversa também depois eu conto pra não misturar..hehehe.

Depois de semanas do término do namoro ele me ligou, foi no meu trabalho me buscar, queria conversar, voltar, insistiu inúmeras vezes, me seguia, deu piti na rua, quebrou meu celular - que ele mesmo me deu - , assustou meu paquera, ameaçou, deu show, fingiu até infarto...que horror. Mas eu estava ferida demais para aceitar uma volta. Tudo isso em 4 anos.

Sacudi a poeira e recomeço pra mim sempre foi perder peso, e consegui emagrecer bastante, dentro de 6 meses estava pesando 80 quilos, voltei a ser a Silvia de antes, feliz animada, namoradeira, intensa. Quando eu emagreço viro dona de mim, da minha vida e consigo deixar uma pessoa entrar. Se engordo não cabe mais ninguém literalmente, ser gorda pra mim é uma punição, uma vergonha, não existe espaço para mais nada, é muito complicado, é exposição da minha fraqueza, do meu pecado. Fui despedida do trabalho, perdi o convênio médico, me abalou, porque meu problema sempre esteve na cabeça, eu não sabia disso. Eu não estava fazendo certo, era tudo em vão.

Sem acompanhamento médico, engordei outra vez mais um pouco. Eu e o ex namorado não nos falávamos nem por telefone mais, por pedido meu, o dinheiro da viagem ele pagou o restante, e ninguém viajou, o carro dele era no meu nome, ele pagava também, de vez em quando chegava uma multa em casa, alguém buscava pra ele, o sofrimento foi passando. Já não sentia mais saudade. Mas também perdi toda a vontade namorar. Não existia mais libido. Isso era sofrer. Depois de 1 ano afastada do namorado, eu estava pesando 106 quilos, aff perceberam que em toda minha vida eu sei o quanto eu pesava, eu perdia o controle, mas o peso eu sabia sempre. Esse efeito sanfona me destruía, nossa, escrevendo tenho noção de como que não consigo manter o peso nunca, meu Deus! Não só tomava anfetaminas, como chás, capsulas, qualquer coisa que me fizesse perder peso eu acatava.

Nos encontramos por acaso na rua, em Agosto de 2008 e ele me chamou pra tomar um chopp e eu aceitei. Sentia falta das nossas conversas. 1,2,3, 4 chopps, muita risada, velhos amigos de repente, nem falamos do passado como se nada tivesse acontecido e a noite acabou no motel. Única noite, não usamos proteção e eu fiquei grávida.

Desligada por natureza, demorou dois meses para eu perceber que não menstruava. Estava grávida de um homem que não era mais meu namorado, com 22 anos, desempregada, gorda e o psicológico nada confiável.
Meu desespero foi tão grande que sai do laboratório e não me localizei, não conseguia enxergar, liguei para o ex, eu não conseguia falar, foi aterrorizante, ele me encontrou e foi essa a 1ª vez que ele me viu chorar, a cena foi feia, ele se assustou , lógico, fiz com que ele se sentisse o culpado, afinal ele me abordou, ele se aproveitou da situação, a culpa era todinha dele! Depois de um milhão de pedidos de perdão veio a frase fatídica que me ficou na memória: "Hum, se voce quiser a gente casa então." A forma que ele falou destruiu qualquer possibilidade disso acontecer, casar obrigado por causa do bebê, jamais. Contar para minha família foi difícil e vergonhoso, tive total apoio de todos, e mal sabia eu o que a vida tinha me preparado...

Crises de asma constante, depressão e abstinência dos tarjas pretas, esperar pelo SUS estava inviável. O Ex me deu um plano de parto já que era tarde para fazer um convênio médico. Só que meu orgulho começou a ficar ferido, comecei depender quase exclusivamente dele, já que tudo ele me dava, pois eu estava desempregada. Minha mãe ajudava como podia, mas ela é aposentada e supria todas as necessidades da casa. Até camisola, calcinha, absorvente, tudo! Ele me deu. Isso foi muito ruim. Eu não pedia nada, me sentia um pouco humilhada, além de ser largada por ele, estava nessa situação, não dava pra virar a mesa. E quando ele percebeu essa fraqueza minha, me subestimou, achou que era meu dono, ou ainda, fazia coisas que deixavam chateada, como decidir pelo enxoval sozinho, ou organizar o chá de fraldas com minhas amigas sem meu consentimento. Ou me deixava encabulada quando mostrava o quanto estava sendo "solidário" comigo. Isso tudo me destruiu como mulher, fiquei vazia, magoada, e nesse período pensava muito em suicídio, ainda bem que sou covarde. Mas esse sentimento passou depois que senti o bebê mexer, quando ele respondia meu toque na barriga, quando soube o sexo, esse nhem nhem nhem de mamaezinha hehehe, dai eu comecei a encarar as coisas de outro jeito, e fiquei feliz, um minimo feliz e meu vontade de fazer diferente depois que ele nascesse, e transferi todo o amor que eu tenho para meu filho, que é minha vida! Eu acreditei que isso seria temporário e realmente foi. Mas a situação que me encontrava e minha baixa auto estima falavam por mim na época.

Ao contrário do imaginava não tive um aumento exorbitante de peso. Engravidei com 106 quilos e ganhei o bebê com 117. Onze quilos, foi pouco para meu histórico, porém eu passava muito mal, vomitava e só comia arroz e batata durante toda a gravidez, no começo da gestação emagreci 9 quilos que recuperei depois, foi uma salvação kkkk. Por isso deu tão pouco. E sai da maternidade depois de 14 horas de trabalho de parto natural 10 quilos mais leve, foi incrível! só o bebê pesou 4 quilos, a placenta 700 gramas, muito interessante. Mais isso durou muito pouco....comecei a engordar tudo de novo. Meu filho com 2 meses e eu tinha engordado 6 quilos. Solidão, isso resumiu esse período. Fui uma grávida triste e muito sozinha. Não consegui curtir como gostaria, infelizmente. Meu bebê com problema de saúde, um pai super ausente, já que só trabalha e acha que ser pai é ter dinheiro no bolso, minha mãe com a saude agravada colocou prótese na perna e ficou acamada longo tempo. Me desesperei, vizinhos me ajudaram cuidar do meu filho, eu cuidava da minha mãe, ajudava tomar banho, dava comida, cuidava da casa, de tudo. Desesperada comia, comia e chorava, chorava muito. Achei que nunca ia superar essa fase cruel. Triste era quando minha mãe passava mal e nenhum vizinho podia ficar com meu bebê de 4 meses e eu a acompanhava na ambulância, já que ela não podia andar e levava meu filho junto. A noite, madrugada, frio. E mais amargura e muita solidão.

Superamos juntas tudo isso e minha mãe voltou andar e a saúde boa. Dias melhores vieram, fui em busca de um trabalho, no total quase 2 anos fora do mercado. A gordura veio outra vez me tirar a coragem. Mas precisava encarar, por mim e agora pelo meu filho. Comecei a trabalhar a noite, minha mãe cuidava do meu pequeno. 1º salário adivinhem o que fui comprar? Anfetaminas mais uma vez. Paguei médico, remédio e comecei o ciclo mais uma vez. 45 dias depois já havia emagrecido 17 quilos, pesava mais ou menos 90 quilos e me sentia muito feliz. Meu filho completou 1 ano e recuperei meu orgulho quando decidi comemorar com uma festa simples, que foi toda bancada por mim, dessa vez não quis ajuda do pai, insisti bastante para que ele não se envolvesse, foi lavar um pouco a alma.

Sai desse trabalho, entrei em outro...minha mãe cai doente outra vez. Dessa vez pude contar com ajuda da minha irmã Fábia que mora no Amazonas, ficou 2 meses aqui e ajudou muito. Minha outra irmã ajudava como podia, principalmente financeiramente, ela sempre é nossa salvação, nos ajuda demais, mas tem a vida corrida e nessa época estava no final de gestação, não podia fazer muita coisa.

Desde então minha mãe melhorou mas precisa de mais uma cirurgia que estamos esperando. Entrei há 3 anos na empresa que trabalho hoje, onde conheci a cirurgia bariátrica. Ainda em 2012 tomava moderadores de apetite, e cheguei a 138 quilos. Desisti de todos os medicamentos, não suportava mais. Foram 10 anos nessa dependência maldita que não me trouxe nenhum benefício. Tinha chegado meu limite. Não conseguia mais, só ali eu percebi que era uma pessoa doente e precisava de ajuda de verdade, meu problema não era só gostar de comer.

 E desde que engravidei estou sozinha, nenhum namorado. Eu estava com a alma muito doente pra pensar em amor. Me senti muito inferior e sempre achei que não tinha nada a oferecer nada de bom para dividir com um parceiro, eu me diminuía por nunca conseguir emagrecer definitivamente e pelo fato do homem que eu amava ter me largado sem motivo aparentemente pra mim, hoje eu enxergo, hoje eu sei, mas não entendia e isso ficou gravado.O ex namorado, personagem dessa história, ainda pediu para reatarmos em 2013 mesmo eu pesando 138 quilos, e pediu várias vezes até. Sempre achei que era pena de me ver tão destruída, por essa razão nunca aceitei. Ainda não consigo me ver em um relacionamento, acho que por tudo que vivi tenho muita insegurança e receio de gostar de alguém.

 Atualmente minha mãe anda com ajuda de andador, mas me auxilia com meu filho que está com 5 anos e se vira muito bem. Cuido da casa, trabalho, e a grande diferença é que hoje também cuido de mim. Agora que escrevi esse pedaço um pouco sofrido, comecei a entender esse meu terrível medo de fracassar, é porque já fracassei demais por esses anos, tenho medo de sucumbir e a obesidade me vencer outra vez.

Hoje em dia minha relação com o ex é ótima. Não guardo mágoas, esse passado ficou pra trás, senti pena de mim pela minha fraqueza em relação ao meu peso somente. Em uma conversa franca, disse o que sempre tive vontade, falei tudo, como ele fez eu me sentir durante a gravidez, e de como eu sofri quando ele me deixou na pior fase da minha vida e de como eu gostaria que ele tivesse cuidado de mim, como eu cuidei dele, porque eu tinha certeza que ele ia se recuperar e voltar a ser o homem que sempre foi, e da mesma maneira eu estava toda quebrada, destruída e precisava que ele tivesse apostado em mim também, para que eu voltasse a ser a mesma mulher que ele tinha conhecido. Ele me respondeu que nenhum momento ele sequer imaginou esse inferno que eu vivia.

Então meus amigos, não tenham vergonha de expor seus problemas, seus medos e dificuldades para sua família, para seus companheiros, porque se existe amor, tudo supera. Dai vem a ajuda. Não se sintam intimidados, as pessoas não sabem se voce não falar claramente. Não dá para adivinhar, não é mesmo? Eu era muito menina, inexperiente, talvez, se eu pensasse como hoje, seria tudo diferente, ou não também, não dá pra saber. Essas são as voltas que a vida dá, se eu precisava passar por tudo isso para chegar onde estou tudo bem, porque sou sortuda de ter um filho lindo e maravilhoso, que se fosse concebido de outro pai não sairia desse jeito! Sou grata por ter coragem e força para cuidar da minha mãe, sou grata por ter irmãs maravilhosas que mesmo tão longe não quebramos nossos laços de amor.

Esse longo desabafo é uma parte muito dolorida de mim que coloquei pra fora depois de tanto tempo, para que voce que luta hoje contra seu vício na comida, que luta contra uma provação difícil, ou uma dificuldade qualquer, saiba que vai passar, força e fé em Deus, que vai terminar. Meu conselho é que voce fale, sem orgulho, sem reservas, sem vergonha, admita. Ser gordo e não estar feliz é estar doente sim, aceite isso que será mais fácil a ajuda vir. Quando eu compreendi fui muito ajudada como sou até hoje, por conhecidos, por amigos virtuais, pela minha família, pela minha mãe que mesmo com educação tão simples, tão humilde consegue me ajudar tanto, eu nem imaginaria isso ser possível, sabem porque? Eu não falava! Isso me fez muito bem. Porque vejo como cresci e como fiquei mais forte, e como estou vencendo lindamente a obesidade todo dia, é com ajuda. 
Já o amor......aaaaa isso ainda será novidade pra mim!


Beijos e vamos que vamos!




17 de setembro de 2014

Boa Noite Guerreiros!

Levei meu guri na pediatra, o choque fica por conta de ele estar 6 quilos acima do peso. Estou assim me sentindo meio fracassada como mãe. A doutora disse que é para a idade dele, 5 anos, se ele emagrecer 3 quilos fica dentro da normalidade para a altura, ele é grandão mesmo.

Eu o alimento, eu crio, eu cuido. Poxa Silvia....6 quilos?! Não quero que meu filho cresça e torne-se um obeso mórbido como eu fui. Não desejo isso nem pra um inimigo - penso eu que não tenho - mais enfim, a sombra da obesidade tá ai.

Não foi recomendado cortar nada da alimentação de rotina, mais tirar todas guloseimas, refrigerante, essas coisas que estamos carecas de saber. Os lanches serão bolos sem recheio, pão sem miolo, bisnaguinha com manteiga ou requeijão light. Frutas todas a vontade. Posso continuar com sucralose pra ele ou mel. Leite e iogurte integral, nada de desnatado. Nada muito diferente do que vivemos hoje. Exceto pelas bobagens que ele anda comendo, paramos já com isso.

A saúde está de ferro! Ufa.

Estou aqui bolando um jeito de incluir atividade física pra ele, o problema também é esse, muito tempo em casa ocioso, mas aqui tudo muito longe, preciso pagar transporte, atividade, e pessoa pra levar e buscar, Jesuuiisssss, eu preciso ter 3 empregos $$$ acho que assim não terei tempo pra pensar em comida, é...tudo tem um lado bom kkkkkk.

Não é fácil mesmo a guerra contra a gordura, é filho ficando gordinho, eu com minhas loucuras e meu micro estômago, mãe com a bacia gasta e prótese total no quadril....vixxi, e ainda tenho amiga magra que come tudo nessa vida e não engorda! É Prakaba.

Então vamos enfrentado os percalços da vida, desistir é que não pode!

Beijos, deixa eu ir ali picar um tomate pro meu fofinho :)

PS. Não é só tomate a janta não viu! kkkk hoje vai ser carne cozida, arroz, feijão, tomate com cebola e azeitona, suco de laranja natural. Uma bela janta pra todos!
Tá tarde...mais meu filho me espera pra jantar.



E vamos que vamos.


16 de setembro de 2014

Bom dia Flores!

Que a gordinha aqui anda pra lá de ansiosa não é novidade né. Para os inimigos da balança a ansiedade se manifesta terrivelmente naquela vontade de comer e comer muito o tempo todo. Visto que não posso - não devo - passar o dia comendo, porque isso vai atrapalhar meu tratamento contra a obesidade, lógico e não vai resolver nenhum problema, porque não estou com fome.

Entendido isso, e depois daquela crise doida que me deu falta de ar, arritmia, sudorese, me deu um piti daqueles rsrsrs, o médico me passou um calmante por 30 dias pra desanuviar as coisas aqui na cabeça. Estou muito tranquila e parei de pensar só em comida, mas meu corpo deu outro jeitinho de manifestar o que está mascarado...agora estou com uma baita alergia nos dedos. Eles enchem de carocinhos que coçam muito e ardem, não foi surpresa já que me aconteceu antes, e bem antes também. Sempre em momentos de estresse emocional eles aparecem para uma temporada. Quando me descobri grávida, minha mão pipocou de tanta alergia, fiz uma milhão de exames e nada anormal no organismo, depois quando minha mãe operou a 1ª vez, nossa minha mão ficou péssima e agora novamente, só que a diferença é que não sei exatamente o estresse emocional que estou passando, será que emagrecer tanto provoca isso? Ou juntou tudo, mudar hábitos, deixar pra trás o antigo eu, ver outra figura no espelho? Estou um tanto confusa esses dias...

A ansiedade é assim, pode se manifestar em doenças metabólicas como aumento ou diminuição de peso ou apetite, queda de cabelo, alergias e coceiras, tudo de fundo emocional, tratamento com remédios, alimentação balanceada, terapia e muita atividade física.

Tudo isso estou fazendo, e ainda de quebra estou tomando chás calmantes só tá faltando eu ir pra um retiro espiritual, acho que me falta mesmo isso.

Outubro vou sair 20 dias de férias, acho que vai ser bom pra descansar a cabeça, encaixar as coisas, ficar um tempo com o filho, essas coisas, dormir até mais tarde...rsrsrs, caminhar bastante por aí.

Alimentos bom para combater a ansiedade: Banana, espinafre, jabuticaba, mel, carnes, peixes, ovos carboidratos integrais e chocolate rsrsrs, pra mim somente um cacau.

Toda noite passo pomada corticoide e coloco esses dedinhos de látex pra dormir por 5 dias, pra tratar a alergia e toda vez é no mesmo dedo polegar e indicador da mão direita :\



A tarde ou ceia chá de melissa, cidreira, camomila, tudo calmante e ainda dá aquela derrubada na retenção de líquidos  hehehehe:



A melissa é a que mais gosto, é muito boa e ainda fresca,  a vizinha tem um pé e me dá sempre.




Beijos amigos e vamos que vamos!









14 de setembro de 2014


Boa Noite Amigos!

Hoje eu to danada no flash tirando um monte de fotinhas rsrsrsrs e não é por acaso. Quero registrar meus 15 meses de vida nova né!!!

E lógico que tem fotinhas, adoroooo. Como presente me dei um corte novo de cabelo, pintei, hidratei. Esse negócio de recompensa com comida é out, já era.

Então lá vai....eu antes e depois de 1 ano e 3 meses de Gastroplastia, 66 kilos off, tenho 1,70 de altura. Embora agora está dando 1,72 não sei se existe essa possibilidade de emagrecer e crescer kkkkk, sei lá.

Tem gente que fala "Nossa Silvia, foi fácil ". Puxa...desculpe se por algum momento deixei a impressão que foi fácil, porque foi e é difícil pra caramba. Nunca foi fácil, descobrir a cirurgia, encontrar um bom médico, encarar o pré e pós operatório, e chegar até aqui, e ainda mais difícil saber todo dia começo a mesma luta contra eu mesma, contra meus vícios, contra meus medos. Mas garanto que será muito mais do que satisfatório, é inexplicável descrever, só vivendo mesmo para saber.



Me olhando no espelho não vejo quase diferença, mas quando faço a montagem das fotos me assusto, não parece eu.



Sempre gostei de cabelo curtinho, usei um bom tempo na adolescência e no começo da vida adulta, ás vezes relaxo e deixo crescer, mas agora que parou de cair um pouco aproveitei, porque assim curtinho me obrigo a escovar e ficar arrumadinho, quando cresce deixo preso, fica feio. Já quando tá curto nem dá pra prender hehehehe, é uma boa armadilha pra quem tem preguiça que nem eu, cortou já era kkkkk


Se me perguntarem qual a foto do antes vai levar chinelada hein!



Pois é amigos, estou assim feliz, feliz da vida.


Beijos e vamos que vamos!



12 de setembro de 2014

Boa tarde Amigos!

Hoje completo 15 meses de cirurgia Bariátrica. 1 ano e 3 meses se passaram.

Quando eu cansar de registrar o mês a mês da cirurgia eu paro, mas ainda é importante pra mim
documentar aqui minha evolução, tenho medo de esquecer.

Durante esse mês tive uma crise de ansiedade, estou tomando um calmante por 30 dias. Tem me ajudado muito. Meu lado emocional tem se destacado mais do que o físico, trabalhar a cabeça tem sido difícil. Continuo na terapia.

A alimentação continua a mesma, 150, 170 gramas por porção, como de 3 em 3 horas, na minha dieta era pra diminuir os laticínios, mas não estou conseguindo, é mais difícil do que pensei, adoro leite, de manhã preciso de leite e pão, esse negócio de omelete não rola...

Tenho um dupinzinho aqui, outro acolá, não é só açúcar, ás vezes tenho com carboidrato, fruta, não posso comer fruta em jejum, ou se a comida for pastosa, que desce muito fácil, também dá dumping. Normalmente sigo tudo como a equipe manda, sou bem disciplinada, ás vezes dou a louca, não consigo comer carne, ou só quero chupar laranjas, mas tem dias e dias, normalmente vou seguindo com meus fantasmas atrás de mim.

As náuseas, vômitos e gases eram efeitos colaterais do Pantogar, dá pra acreditar nisso? Fiz tudo que é exame, estou ótima de saúde e o médico me falou que esse remédio causa isso em algumas pessoas e como eu sempre tenho tudo, não é novidade que eu sentia tudo! Tomei até acabar e agora vou dar uma pausa de 40 dias. Tem 8 dias que não tomo e o mau estar passou completamente, gases, dores abdominais, tudo. A queda de cabelo melhorou uns 80%, cai muito pouquinho agora, mas o cabelo tá judiado, ralo.

Da cirurgia em si não sinto nada, dores foi só no pós cirúrgico, o estômago não dói, barriga, nenhum desconforto, meu estômago ronca muito, o barulho alto como se eu estivesse com muita fome.

Sinto fome de vez em quando, e é engaçado dizer isso, me dá um pouco de medo, mas dá pra saber quando é fome e quando é pura safadeza né gente...rsrsrs

Nesses últimos dias de ansiedade doida eu nem quis subir na balança com medo do resultado, ontem me pesei para o programa que falei no outro post e deu 73 quilos, mas eram 20:00 da noite e eu estava de jeans, hoje de manhã me pesei sem roupa e em jejum e o peso foi 72! Posso considerar esse? Vou considerar porque registro minha evolução pela minha balança desde que reduzi o estômago. E o menor vence kkkkk

Até tirei uma foto rsrsrs


O mais interessante, é que há 15 meses insistentemente sigo na RA, levanto todos os dias, preparo meu café, separo tudo o que vou comer durante meu longo dia fora de casa, levo tudo fracionado na bolsa, como, me exercito como posso, tomo todos os suplementos e vitaminas rigorosamente, vou ao médico regularmente, vou á terapia, e só agora, somente agora enquanto digito isso percebi o quanto eu amadureci, tudo isso sem ajuda de anfetaminas, que tanto me atormentaram, mesmo com vontades, desejos, estou lutando contra o vicio na comida com saúde, é lógico que a Bariátrica é uma baita ajuda, mais o esforço é meu, comer pouco não é a solução de tudo. Então não sou tão fraca como me julgo, afinal, antes não conseguia me reeducar nem mesmo por 1 semana sem ajuda de moderadores de apetite. E estou com muita vontade de continuar nessa vida completamente diferente de tudo o que eu estava acostumada.

Então hoje quero sim comemorar meus 15 meses de renascimento!

Beijos amigos e vamos que vamos.



11 de setembro de 2014

Boa noite!

O programa Barueri menos uma tonelada foi aberto. Eu adoro! Está na 4ª edição, está dando muito certo. 500 mulheres para emagrecer mil quilos em 12 semanas, dá dois quilinhos pra cada uma, facinho né? #sóquenão# rsrsrsrs

Esse programa completamente gratuito promovido pela prefeitura e parceria da faculdade Mackenzie Medicina Esportiva, é tanta atividade bacana durante a semana, é divertido demais. Hoje as inscritas foram tirar as medidas para o comparativo:

Altura deu 1,72 acho que cresci 2 centímetros;
Peso 73 quilos
Braço D 28 E 27
Cintura 80
Quadril 102
Coxa D 59 E 57

Peguei minha avaliação física que fiz 3 meses atrás quando entrei na academia, estou com o mesmo peso mais eliminei:

1,5 de braços
Nada de cintura :(
2 de quadril
4 de coxas

Puxa! Eu perdi medidas malhando, 3 meses na academia deu diferença no corpo, que legal!

Peguei o cronograma das aulas e palestras, teremos aerothai, jump e circuito militar! Me segura!!!

Dessa vez fui sozinha, minha amiga que me acompanhava está grávida. Fiquei um pouco apreensiva...pensei que no meio de 500 mulheres eu não fazer nenhuma amizade vou embora desse lugar. Tenho muita dificuldade para me relacionar, fiz como a terapeuta sugeriu, sorri, fui amável, perguntei as horas rsrsrs e logo estava batendo maior papo com a mulherada, ufa! Vim embora com uma colega que fiz lá e moramos perto, então tudo acabou bem.

Algumas meninas me perguntaram o que eu fazia lá. Respondi que fui para contribuir com 2 quilos também, ué....não é só emagrecimento o propósito do programa, é também prazer em conhecer atividades diferentes, dança, corrida, natação, aprender como comer bem sem restringir nada para toda família sem limite de idade. Na outra edição contribui com 13 quilos rsrsrs foi supimpa.

Estou animadíssima! Atividade em grupo é deliciosa.

A mulherada tá afim de emagrecer:



Palestra de abertura:


Agora é força na peruca. Acho que encontrei um gás que estava precisando.


Beijos e vamos que vamos!


10 de setembro de 2014

Amigos, 

Hoje é 10 de Setembro DIA DO GORDO!

Me dou parabéns, porque sou uma gorda em tratamento! 

Queria ter vindo ontem aqui, mas de noite comi um bolinho de chuva, passei bem mal, tive uma crise de dumping e fui me arrastando pra cama igual aqueles cachaceiros que bebem até não poder mais. Tcs tcs....nem banho tomei #vaigorda# é ou não é o meu dia?!

Que essa data seja para despertar nossa sociedade para uma reflexão, porque estamos tão obesos? Não só de gordura corporal, mas de mágoas, de raivas, de dívidas, de sonhos, vamos engolindo tudo, os dias se desmanchando e esse ciclo infinito de acúmulos e mais acúmulos.

Aproveito hoje para repensar sobre meus atos, de onde vim e onde estou. 10 de Setembro de 2013 eu estava 40 quilos acima do meu peso, 10 de Setembro de 2014 estou 1 quilo acima do peso para o famoso IMC, isso foi uma conquista e tanto, nunca imaginei conseguir isso. Para meu histórico médico estou 9 quilos abaixo da meta, para minha meta pessoal estou 8 quilos acima do peso. Uma bagunça e tanto na cabeça né. Muita coisa pra separar, pensar, filtrar, ajeitar. Muita.

Que o dia do gordo sirva pra isso, pra nós que sofremos dessa compulsão, desse vicio na comida, dessa doença triste chamada obesidade. Que seja um dia de respeito e conscientização, não gozação e humilhação e muito menos discriminação!

Minha homenagem é uma fotinha que adoro do Fernando Botero que foi um grande artista figurativista colombiano, que em todas as suas obras usava formas arredondadas e pessoas com boca pequena, como uma crítica social, especialmente no que diz respeito à ganância do ser humano.





Beijos meus amigos!

Vamos que vamos.



8 de setembro de 2014

Oi Gente.

Eu sou um ET. É sério. E quando eu morrer meu cérebro precisa ser estudado.
Que a Gastroplastia está toda na cabeça eu  já sabia, mas não imaginava o quanto isso é verdade, muito verdade.

Tenho lá meus dias de cão e dias de calmaria. Sou 8 ou 80. Não sei informar se sempre fui assim, pensando agora acho que sim porque quando eu  vivia de "dieta" eu seguia na linha sem olhar para o os lados - entupida de anfetamina, claro - bastava uma semana sem os remédios, ou bastava eu comer algo fora do cardápio que desandava tudo, não conseguia entrar nos trilhos outra vez. E jogava todo meu sacrifício fora.

Passei uns dias aí de crise feia, consegui ficar nos trilhos. Minha ansiedade chegava a sufocar, não tive ânimo de lavar meus cabelos pra ir trabalhar, não fui pra academia, fiquei um farrapo, tive arritmia e sudorese nas mãos, não era pressão, glicemia, dumping, nada disso. Era ansiedade. Foi uma semana e só. Porque antes ansiosa eu comia, comia e comia. Não posso fazer isso comigo, eu belisco ás vezes, e fora o episódio da bolacha - não cometo essas loucuras. E não sei onde direcionar a ansiedade que não seja pensar em comida que não posso, não devo comer. Isso derruba qualquer um que luta contra o vício na comida, é dolorido, é triste, é vazio, é amargo, é solitário, é sofrido. O corpo sente, o meu sentiu, nunca tinha me acontecido isso. Fui ao médico,era uma crise de ansiedade e saber que eu tenho um remédio me acalmou.
Porque agora eu sei que se eu ficar desesperada, aflita, sei lá porque, eu posso tomar um e ficar de boa. Isso soa como coisa de viciado, mas eu não sou uma comedora compulsiva em recuperação?

Só de olhar o frasco fiquei bem, fiquei segura, confortável, zen. Rsrsrss, viram até onde chega a loucura de uma pessoa que deixa antigos vícios repentinamente ? ( remédio recomendado, tá gente). Isso porque trabalhei e trabalho a cabeça com terapia antes de operar e há 1 ano faço terapia com frequência semanal.

A loucura não para por aí. Já falei pra voces que eu tenho apego emocional por alguns alimentos? Às vezes como a mesma coisa por meses, igual e no mesmo horário, os especialistas dizem que é o transtorno, eu digo que é o cérebro de gordo. A nutricionista deixa algumas coisas e tira outras, eu revido, luto e volta e meia estou lá comendo. Por exemplo agora eu cismei que tenho que comer granola todo dia. E se eu não como me falta algo que me incomoda, faço dentro do meu estilo de vida, granola diet, e pouquinho, eu não me mato de comer, eu só tenho aquela dependência estranha, preciso comer nem que seja um pouquinho.
Perguntei pra nutricionista e ela autorizou 2 colheres de sopa rasa por dia, tiro a aveia diária e deixo somente a linhaça. Pra quem perguntou, eu não vou sempre na nutricionista não, porque é muito caro mesmo com plano de saúde, o meu é co- participativo, eu mando um e-mail e pronto. Quem operou pelo Garrido saiba que a nutri responde rapidinho o e-mail: nutricao@institutogarrido.com.br, e assim não deixamos a multidisciplinar né.

Essa é a granola da vez:



Gosto de colocar no iogurte da tarde, é certo que vou comer isso todo santo dia até não poder ver mais na minha frente, o ruim é que sem variar vou ficando sem opção.



Quando o cardápio fica muito variado tenho a impressão que estou fazendo algo errado, ai eu fico nessa guerra louca comigo mesma, travo uma batalha todo dia. Com meu tempo de Gastro não era pra seguir cardápio, mas montam pra mim porque não sei comer sozinha. Será que algum dia vou conseguir me ver livre disso? Será que dá pra se ver livre da culpa por tomar um sorvete? Será que um dia vou conseguir viver em paz com a comida? Não sei...acho pouco provável. Um mini estômago não consegue mudar uma cabeça. Ou consegue? Um dia tento responder, 1 ano ainda é pouco.

Beijos e vamos que vamos!

5 de setembro de 2014




Amigos, boa noite!

Quero compartilhar com voces esse vídeo que minha irmã me falou e eu acabei de assistir. Um documentário sobre a obesidade infantil. Estou aqui tocada, sem palavras diante da epidemia da obesidade infantil. Meus Deus, precisamos guiar nossos pequenos!

É chocante a ignorância diante do que colocamos goela abaixo, as pessoas não sabem o que comem, nossos pequenos não reconhecem as frutas mais banais, nossa cultura sendo apagada pelas indústrias, o apelo emocional das propagandas nos incentivam o tempo todo a comer lixo!

Chorei ao assistir o depoimento de um garotinho que perguntou pra mãe se era possível comprar um amigo. A obesidade te exclui, te afasta, te empobrece, tira sua vida.

Uma menina de 8 anos tem a responsabilidade de aplicar insulina, e mãe onde está? Só manda, não cuida. Cade as famílias dessas crianças, que dizem sua vida não valer a pena, e os pais rindo da criança que se joga no chão por um pacote de bolachas!

Que Deus me dê forças para orientar meu filho a ter uma vida saudável, isso cabe somente a mim e não ás escolas, indústrias ou sociedade, embora eu acho que falta educação nutricional, antes podia ser até desnecessário, hoje é assunto de utilidade pública, tenho que começar, a educação vem do berço, eu pus no mundo, a obrigação de orientar e cuidar é minha. Não quero criar obesos, quero criar pessoas saudáveis, a obesidade mata mais que a Aids.

Vivi anos na escuridão da sombra da obesidade, tenho uma noção e até hoje não sabia que 1 pacote de biscoito recheado equivale 8 pães franceses, fiquei boba. Isso que nos falta, mais conhecimento, o verdadeiro conhecimento, mais disponibilidade, não comer só porque fulano come, ou porque a propaganda disse que é legal. Precisa ter consciência, comida é comida e pronto final.

Voces vão gostar desse excelente documentário.


E vamos que vamos.


4 de setembro de 2014

Boa tarde Amigos!

Dá uma olhada nessa sobremesa:


Alfarroba com coco. Sem açúcar, sem lactose, sem glúten. Geeeeente...esse treco não tem nada, chama a Graça urgente pra mim!!!!

 kkkkk, imita o chocolate prestígio, só que sem o chocolate e sem o coco kkkkk, olha acho que comi papel.

Puxa como gordo sofre hehehe.

Voces conhecem a alfarroba?
Alfarroba é um fruto de uma árvore originária na costa do Mediterrâneo que se parece com a vagem do feijão. Esse fruto, de cor marrom escuro, é torrado e moído, de modo que vire um pó. O pó de alfarroba é utilizado como substituto do cacau e, a partir dele, são produzidos bombons, barras de alfarroba e demais produtos que servem de alternativa ao chocolate.

Além de possuir sabor parecido ao do chocolate é ainda, mais saudável. A alfarroba dispensa o uso de açúcar por já possuir naturalmente sacarose, glicose e frutose, diferentemente do cacau. Outra grande diferença é com relação ao teor de gordura: enquanto o cacau tem até 23% de gordura, a alfarroba possui, apenas, 0,7%. A alfarroba é, ainda, rica em vitamina E, vitamina B6, vitamina B12, cálcio, potássio, ferro, fósforo e zinco. 
  • A alfarroba não contém glúten, permitindo o consumo por pessoas portadoras de doença celíaca;
  • É também livre de lactose. Por isso, intolerantes à lactose também podem consumir produtos à base de alfarroba;
  • Não possui nenhuma substância estimulante como a cafeína e a teobromina em sua composição.
Olha amigos, depois de saber de tantos benefícios desse negócio, é melhor do que nada. Engana bem...come um docinho de alfarroba e seja feliz, pensa que é chocolate e vai ser, a mente cria e a fé realiza. É melhor que cacau, fim.

Olha como ela é:




Depois dessa comparação, já achei a Graça, e vou comprar um saquinho em pó e fazer uma receita, se ficar bom conto pra voces, vi várias receitas no google e o povo diz que fica uma delicia...vamos nessa?



Beijos e vamos que vamos!


2 de setembro de 2014

Boa Noite!

Háaaa essa tal obesidade que me persegue...dia pra lá de cansativo, estou apática demais pra pensar em comida #sqn# kkkk, trabalhei até 12:00 com o coração despedaçado, porque meu rebento estava febril. Sai do trabalho acompanhei minha mãe no médico, só más notícias, levamos os exames e lá vem ela ai geeeeeente - a obesidade- Minha mãe precisa urgente perder peso. Isso doeu tanto em mim quanto nela. Sua prótese no quadril não aguenta peso, seu joelho começou a desgastar também por causa do peso, as bactérias não cedem, por causa do peso. Sem comentários. Lá se vão mais 30 dias de tratamento e sem previsão cirúrgica. Dou a maior força pra ela seguir na RA.

Sai do consultório com minha mãe arrasada, agora ela está bem, mulher forte, incrível! E foi a vez do meu pequeno ir no hospital. Ele cai, rala todo, bate a cabeça, nem ligo. Mas se reclama de dor na barriga eu corro no hospital. Ele nasceu com uma abertura no rim esquerdo, o que demandou 3 anos de tratamento rigoroso para manter estável o trato urinário, muito sofrimento, muito mesmo. Ele teve alta há 1 ano e ainda tenho esse reflexo, deu dor no abdômen me desespero, mas é só uma virose e umas lombrigas...rsrsrs, menos mal.

Enquanto esperávamos os exames de urina e sangue descemos para o centro tomar um  lanche. Dividimos uma água de coco - ele adora ficar segurando o côco - e logo ele disparou "mãe, acho que quero aquela coxinha ali" eu mentalmente: " também quero, e 2 bem gordurosas daquelas que ensopam o guardanapo e cheias de catupiry"....sshhhhh, fica quieta Silvia obesa, voce morreu, lembra? - kkkk deixa a Silvia lúcida decidir. "Filho, não está com a cara boa essa coxinha - mentira, tava ótima a cara- acho que a esfirra de carne está deliciosa, que tal?" Para meu espanto ele topou na hora, porque é turrão o garoto...e dividimos também uma esfirra fechada de carne. Outros tempos ele comeria uma sozinho, eu também. Mas eu com mini estômago e ele sem muito apetite, deu certo assim.

Fomos conversando, ele tem muita história quando estamos sós. E dessa vez de fato aproveitei o momento, me entreguei, absorvi tudinho, cada gesto, cada pessoa, eu estava lá de verdade e fiquei feliz. Tão feliz que queria comer doce. Aff. É nessas horas que quero bater a cabeça na parede. Dá pra entender uma coisa dessas?

Mesmo com um dia conturbado, corrido, e fora de rotina, levo meus lanchinhos na bolsa, não tenho mais o hábito de entrar em lanchonetes, eu detesto. Foi uma coisa excepcional isso. Tinha banana na bolsa, granola, castanha e uva passa, polenguinho...uma feira, kkkk. Vida de RA é assim mesmo. E vida de quem faz tratamento para compulsão também é assim, nos é sugerido contornar ambientes que nos tragam memórias de comilança. To frita então! Onde eu olho tem comida, melhor não sair de casa, kkkkk.

Amigos, só mantendo o bom humor para suportar dias cinzas, cheguei agorinha em casa, dei banho, pus o filhote na cama, conversei com minha mãe e estou aqui blogando, porque me faz um bem enorme. Agora vou tomar um belo banho, um chá e dormir, hoje eu sou a fortaleza aqui.



Beijos e vamos que vamos.

1 de setembro de 2014

Boa Noite!

Segunda- Feira, dia mundial de começar a dieta e ainda de quebra dia 1º e ai vamos nessa? kkkk

Troquei minha terapia para as Segundas pela manhã, talvez assim me sinta mais forte para encarar a semana, mas sei lá...de cara acho que não deu certo, fazer análise logo cedo nessa segundona brava...me deixou mal o dia todo, foi chato.

Falar sobre nós mesmos é um porre, e falar ainda dos seus inúmeros problemas com a comida é mais ainda,
ás vezes falo tanto de comida que saio da terapia querendo comer, ou fico deprimida, tá esquisito.
Para seguir em frente, abandonar o vício e o antigo eu preciso me desamarrar de nós, de antigos laços, perdoar, esquecer. Mas o que? Tá ai o X da questão. Não sei direito como começar, não guardo rancores, mágoas de nada nem ninguém, será que é isso mesmo? Não sei o que estou deixando passar.

Ainda não encontrei outra fonte de prazer, que não seja comer. A parada é dura, kkkk. Tenho um imenso prazer em ver o ponteiro da balança baixar, o que não me acontece há meses, ando estagnada a amarrada em 73 exatos quilos. Bom, em velhos tempos de sanfona, é melhor assim que vê-lo subir. As coisas perderam um pouco a graça desde que emagreci, antes tinha enorme prazer na leitura, sempre fui amante de livros, ficava horas na biblioteca, olhando todo acervo e escolhia a dedo quais levar pra casa, lia 2 por semana, mesmo trabalhando, estudando, cuidando de filho e tals, agora tenho aqui acumulado 10 livros que nem pus as mãos, sem interesse nenhum, e agora 11, porque fui na Bienal e comprei mais 1. Tá autografado e é suspense...acho que vou ler esse aí. O último livro que consegui terminar foi o: Eu não consigo emagrecer - Dr. Pierre Dukan, chega a ser cômico.

Não acho graça em mais nada, ultimamente tenho cumprido minha obrigação. Exercícios, comida, trabalho. Estou de corpo e nada de alma, não curto, não aproveito, saio e não consigo me divertir, não entro no clima, sem tesão pelas coisas, entendem? Mas não estou triste, estou indiferente. Como amarrar todas as pontas? Viver em um corpo magro é delicioso e extremamente cansativo - algumas vezes - o que eu preciso mesmo é de uma lavagem cerebral que faça parar de pensar em comida.

Como posso ter pulso firme, ser rígida com minha alimentação e correta, quando em outros campos da minha vida tudo rola a vontade? É ciclo, uma coisa engatilha na outra. Quero ter uma alimentação equilibrada, 100 % e não tenho autoridade com meu pequeno, não me imponho diante das opiniões alheias, não me imponho no trabalho, e na hora de comer quero me impor? Dá para conseguir isso? Não mesmo, tenho que trabalhar todos os ângulos, me libertar, aprender. Tenho que entender o que foi que aconteceu que esfriou as engrenagens.

A terapia faz isso, te obriga a querer enxergar as coisas. Agora quero me priorizar. Vou cortar os cabelos, pintar, sei lá. Vou tentar agitar as coisas por aqui. Há, me inscrevi novamente no programa Barueri menos 1 tonelada, começa dia 08/09 com uma bela aula de zumba, acho que pego no tranco logo logo...

Uma dica pra voce que tem problemas com alimentação: Nunca coma em louças escuras, talheres escuros, quanto mais claro o ambiente e as louças, melhor, seu cérebro precisa enxergar bem o que voce está ingerindo, quanto mais escurecido o ambiente e o utensílio, mais forte o impeto de querer mastigar. Tem um estudo ai....kkkk, por vias das dúvidas, acendam tudo que é luz na hora de comer...kkkkk

Olha eu ai na Bienal 2014 tietando o Ricardo Ragazzo, ele escreve no estilo do Stephen King, um gênero que adoro.



Amigos, que Setembro nos traga dias floridos!

Beijos e vamos que vamos!



Quem sou eu

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Sou Silvia, romântica de alma, sonhadora e agora em busca do renascimento, um corpo saudável. No dia 12/06/2013 me submeti a cirurgia bariátrica, fiz o Bypass Gastrico em Y de Roux por video pelo convênio Bradesco no Instituto Garrido, depois de muitos meses pensando, enfim decidi! Vou dividir com voces a jornada da cirurgia, principalmente a parte burocrática e adoraria fazer novas amizades! bem vindos no meu diário, ele está aberto.

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