Barrinha da evolução de Peso

8 de abril de 2014

Boa tarde Amigos!

Me peguei fazendo uma coisa ridícula. Ofereci comida para meu filho ficar quieto. Estava no telefone conversando com uma amiga e o Alisson queria minha atenção de qualquer maneira.  Peguei um iogurte e
dei na mão dele dizendo “ Senta lá come e fica quieto” Ele foi prontamente.

Me toquei do que fiz e me arrependi.  Comecei a voltar no tempo e percebi o quão errada estou. Nossa rotina juntos sempre o ameaço assim “Se não se comportar, não vai tomar suco”, “Se ficar fazendo pirraça no domingo não toma sorvete”, gente que forma mais terrível de se educar.  Ele gosta de ser compensado com comida igual um cachorrinho e meu cérebro gordo achando tudo normal... Mesmo com toda a lavagem cerebral que faço diariamente em mim para não deixar a comida me vencer, estava transferindo minha doença maldita para meu pupilo.

Parei já com isso, não se faz uma coisa dessas, logo mais ele vai achar que a comida é um merecimento, uma porta para a compulsão alimentar.  Às vezes me desespero, porque busco tanto uma melhora da minha relação com a comida e não percebo que ajo ao contrário com meu próprio filho. Pedi perdão á ele que não entendeu nada, mas me desculpou e pedi perdão á Deus e sabedoria para viver com essa guerra terrível que a obesidade nos impõe. Basta minha genética que dá a ele grandes chances de ser obeso, chega né.

Na minha casa, qdo vamos ter visita rola aquela comilança, como se a comida fosse nossa demonstração de carinho. Sempre me tratei assim, se estava triste comia, se estava feliz comia mais ainda, se estava ociosa comia, a comida era a válvula de escape para todas as situações, como se fosse aquela mão amiga a me acolher e orientar, cada garfada compulsiva era o aconchego, um conselho, uma saída. E depois vinha a culpa, o arrependimento a sensação de derrota, fracasso total e pra afastar essa sensação comia ainda mais, e ai aquela bola de neve a dependência que chegava a doer de tão necessária.

Imagina a cabeça como fica na abstinência brusca depois da Bariátrica, e ai, qual meu escape? Nenhum escape, senta e se conforma que não pode comer, é duro.

Talvez o que o Alisson quer é só um abraço, um olhar terno de mãe ausente mesmo, e eu fazendo essa barbárie com ele, espero que eu tenha descoberto isso á tempo de consertar.

Ai gente, como é difícil.

A comida não é carinho, acorda Silvia.




Beijos amigos.


6 comentários:

  1. Nossa Sil... que legal que você conseguiu enxergar isso. É um grande passo. Fico muito contente.
    Parabéns!

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    1. Obrigada Tati, a terapia tem grande parceria nisso tbm, graças as consultas consigo enxergar um pouco por fora...mas a luta é contínua minha amiga. Beijos

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  2. Sil, que bom vc ter a percepção que a recompensa com a comida não é correto. É isso aí, estamos vivendo e aprendendo! Beijos

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    1. Lu, é bem isso mesmo vivendo e aprendendo, caimos e continuamos a levantar, só desistir que não pode, vamos em frente sempre! Beijos

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  3. Que bom que vc percebeu a tempo... sempre fui amada assim por minha mãe... um dia antes de morrer ela me disse que me amava.... e eu estranhei muito... cm meus filhos eu fui bem diferente... sou carinhosa ao extremo... adoro abraçar, beijar, conversar, mas vc já percebeu tudo isso não é?
    Até hj LUTO pra não me compensar cm a comida... me encontrei nas suas palavras ... amiga... amor e comida... muitas vzs andam juntos... mas não dveriam, não é? Um beijo no seu coração!

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  4. Isso mesmo Anan, a comida e o carinho sempre estão juntos e não devemos deixar isso nos influenciar de forma negativa. Beijos

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Sou Silvia, romântica de alma, sonhadora e agora em busca do renascimento, um corpo saudável. No dia 12/06/2013 me submeti a cirurgia bariátrica, fiz o Bypass Gastrico em Y de Roux por video pelo convênio Bradesco no Instituto Garrido, depois de muitos meses pensando, enfim decidi! Vou dividir com voces a jornada da cirurgia, principalmente a parte burocrática e adoraria fazer novas amizades! bem vindos no meu diário, ele está aberto.

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